Ontem (08/04/2011) aconteceu uma pequena cerimônia de encerramento do Projovem urbano aqui de Itajubá/MG. Esse programa é um exemplo de intersetorialidade e de interação entre a União, estado e município. No caso de cidades com menos de 200 mil habitantes ele é financiado pela União, coordenado pelo estado e operacionalizado pelo município. Mobiliza, na sua execução recursos humanos, infra estrutura e materiais de duas importantíssimas áreas a Educação e a Assistencia Social. Trata-se afinal de um programa de inclusão de jovens.

Parabenizo cada aluno e aluna que revisitou e superou as dificuldades impostas pelo sistema educacional ná época em que evadiu e agora quando pretendeu voltar. Mais importante que ter o diploma do ensino fundamental é, com certeza, a retomada das rédias de suas vidas, adquirindo conhecimentos e técnicas profissionais, ferramentas esseciais para o ser humano exercer sua liberdade de escolha, pois só se faz escolhas quando se tem oportunidades. E o projovem urbano, programa que eu tive a honra de coordenar a implementação em Itajubá, deu essa chance, mas de nada adiantaria se esses jovens guerreiros não a tomassem pra si e, como sobreviventes, chegassem ao final dessa importante etapa da vida.

Como programa social, de retomada de estudos de uma população excluida pelo sistema educacional, o projovem é essencialmente um projeto de mobilização social. Não se conseguiría ter o programa se não fossem os matriculadores e o apoio incondicional da Central de Associações de moradores de Itajubá, a CAMURI, que na aula inaugural esteve representada na mesa oficial pela sua presidente, mas infelizmente não esteve na mesa de encerramento.

Os professores do projeto, responsáveis imediatos por armar os guerreiros para a guerra de enfrentar o mundo com mais conhecimento e por isso com mais responsabilidade, foram mais do que essenciais. Ouso dizer até, que se não fosse esse grupo de professores poderia não haver o encerramento que houve ontem. Em meio ao fogo cruzado de seus contratantes representados pelo CEMAIS, às dificuldades impostas pela máquina o pública e principalmente pela falta de sensibilidade social e de entendimento da importância do programa de algumas pessoas, foram em frente e cumpriram seu papel.

Tenho certeza que cada um que passou pelo projovem não é mais o mesmo e mudou pra melhor. Parabéns aos guerreiros e guerreiras do Projovem Urbano de Itajubá.

Até a vitória, sempre!

Comente com seu perfil do Facebook