Hoje, faz quatro dias que eu suspendi meu facebook. Não é a suspensão do uso, mas da conta. Minha conta desapareceu! Já tentei ano passado ficar um tempo sem acessar, mas isso é ruim, além de dar uma vontade imensa de logar, o fato de sua conta estar ali, faz com que pessoas conversem com você, te convidam para boas festas, interajam… ai como você está num momento off line e não responde, corre-se o risco de passar por mau educado, não que eu não seja, (kakaka), mas não vou ficar por ai dando pano pra manga né (rs).

Bom, esse post de hoje ainda faz parte dessa retomada do blogue, tendo em vista que o que mais vale não é o conteúdo em si dele, mas voltar a ter o hábito de escrever aqui. Sendo assim, quero compartilhar uma reflexão que tive num momomento que até hoje, nessa fase adulta-adulta, foi muito suigeneris: Lavando louça.

Lavar louça sempre foi uma coisa que eu abominei, abomino ainda. Algumas pessoas já me ouviram dizer que se eu pudesse comia fora todos os dias e usaria somente louça descartável, pra ter o mínimo de louça possível pra se lavar. Não sei muito bem a origem desse pensamento que durante muito tempo pautou minha ação doméstica. Mas a origem disso não importa muito agora, mesmo porque a decisão tomada no comitê central aqui de casa foi que eu teria a tarefa revolucionária de lavar a louça. E para um revolucionário como eu, tarefa revolucionária dada é tarefa revolucionariamente cumprida.

Nâo vou dizer agora, hipocritamente, que passei a gostar de lavar louça. Continuo abominando, contudo, essa tarefa manual rudimentar, que tem a ver com o lado mais material da existência, promove uma espécie de transe. Lavando louça pude pensar em coisas que, acredito, somente se pensa lavando louça. Não vou dizer aqui o que pensei, o título do post já diz um pouco sobre a natureza dos pensamentos. Por falar em título… Ele faz uma referência às avessas á piadinha machista sobre as mulheres, não por acaso, pois que recentemente minha companheira me disse que eu deveria fazer terapia, no sentido clínico da coisa. Eu tenho várias ressalvas pois as psicoterapias não são imunes às visões de mundo então fica complicado tomar um remédio sem acreditar e saber se, de fato, ele pode curar sem falar na grana. No fim das contas eu tive minha terapia, gratuita, e ainda ganhei a oportunidade de vivenciar cotidianamente meus valores feministas.

Ah! Lembrei que dizem quão terapêutico é a jardinagem, o artesanato e diversas outras atividades repetitivas, manuais e rudimentares, mas nunca ouvi falar de lavar a louça. Talvez porque até no hipotético mundo da terapia do trabalho manual exista uma divisão de trabalhos manuais nobres, destinados à desestressar, espairecer e trabalhos manuais menos nobres… Bom, vou pensar sobre isso amanhã, quando tiver lavando a louça do dia.

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